sexta-feira, 12 de março de 2010

"Acho que não diz respeito a ninguém, além de mim mesmo, as minhas opiniões e decisões. Se erro é por que tenho necessidade de errar para aprender.
Nunca aprenderemos nada na vida se não trilharmos, antes, a estrada dos erros. Quem erra uma vez tenta não errar de novo.Sou sempre eu mesmo e se sou diferente, às vezes, é por que a necessidade me obriga. Tudo na vida é relativo.
Eu nunca fui do tipo de menina que se calasse em público, jamais, ninguém zombou de mim sem ser penalizado de alguma forma. Nunca fui meiga também, não gostava de brincar de bonecas, muito menos de casinha. Meu negócio sempre foi subir em árvore, andar de carrinho de rolimã, bater em meninos. Tinha dentro de mim a certeza que eu era melhor em tudo e melhor que todos. Bastava alguém dizer que sabia algo que eu provava por A + B que eu era melhor, e eu realmente era. A minha certeza de mim me fazia ser.
Meu primeiro nome era autoconfiança, o segundo orgulho e por ultimo Carol, rs.
Eu olho pro que eu era e me vejo tão inteligente, tão esperta, tão viva...
Pra ser feliz me bastava ter meus pais e mais nada, eu não importava com mais ninguém. Uma boa tarde de verão jogando queimada na rua, os pés descalços e imundos, bem como as roupas, eram minha alegria. Sem contar meus melhores amigos...Os cachorros e gatos de rua que por duas vezes me passaram sarna, rs, isso n mudou, continuo amando os animais, de rua, de casa, qualquer um Rs.Mas daí com o tempo eu fui crescendo, e com o passar do tempo eu ganhava maturidade e perdia autoconfiança, eu ganhava experiência e perdia orgulho, pouco apouco só sobrou a Carol...Rs.Eu fui vivendo e permitindo que pessoas ao longo do meu caminho pegassem carona nas minhas costas, sem perceber eu permiti que todas elas tirassem as minhas forças de progredir...Mas pouco a pouco eu fui me livrando destes pesos, mas passei a ter o triste sentimento que todos eles eram melhores que eu por que conseguiram me enganar, conseguiram se dar bem em cima de mim. Daí passei a ter vergonha de ser quem eu era...No meu intimo eu continuava sabendo que eu era melhor, mais n tinha mais aquela força para dizer que era, e para agir como tal, todo mundo vinha me humilhava, tirava sarro de mim e eu nada fazia, chegava na minha casa e chorava, chorava a perda do meu orgulho, e da minha infância que não ia voltar mais.
Mas um dia eu enchi o saco de tudo sabe, não ia mais ter vergonha de mim, nem do que eu sentia, ou pensava...Daí eu me tornei o que sou, uma pessoa rancorosa, crítica e menos hipócrita que as pessoas em geral. Mas ainda me permito ser enganada, me engano dizendo que sou feliz, e faço isso tão bem que começo a acreditar que deveras sou...
- Loucura! Não tente entender. Passei muitas vezes por cima do meu orgulho por te amar. Por uma razão muito simples: é amor. E esse amor é maior que qualquer medo, orgulho ou receio que eu possa sentir. É amor! E não se explica ou entende. É a água mais limpa que Deus fez em mim, minha capacidade de amar. Amar alguém que não merece o meu amor, e mesmo assim eu amo, com tudo de mim. É o que eu tenho de mais puro. Mas é paixão, e pra essas coisas de paixão não tem explicação, parei de entender e procurar motivos. Não me importa parecer idiota ou ridícula, sabe? Ou loucura, ou o nome que quiserem. O amor me enriquece, porque cada vez que eu me amo fico grande, eu fico maior a cada vez que amo. Um covarde é incapaz de demonstrar amor. Isso é privilégio dos fortes! E eu que sempre acreditei na sua força. E que sempre soube que vencer significa não ter medo de perder. Um tempo atrás eu pensei que seria diferente. Hoje eu tenho medo das palavras e de atitudes falsas. É que eu acredito muito na força das palavras e pra mim uma promessa feita é uma dívida não paga. Prometemos conforme as esperanças e agimos conforme os medos. Entendo. Pois cuide dos seus medos! E depois do erro corra atrás de refazer o seu acerto. Viver das expectativas dos outros é suicídio, meu bem!